sábado, 12 de dezembro de 2015

O São José no Paulistão de 1990


     O São José Esporte Clube iniciou 1990 com muito otimismo e como uma das grandes forças não apenas de São Paulo, mas do Brasil. Isto porque em 1989 a Águia do Vale foi vice-campeã paulista da primeira divisão e vice-campeã brasileira da segunda divisão. No mesmo ano, os joseenses retornaram invictos de uma excursão à Espanha. E em 1988 o ano já tinha sido bom, com uma quarta colocação na elite estadual.
     Em outras palavras, em 1990 o São José jogaria a primeira divisão tanto do Campeonato Paulista (pela 6ª vez, sendo a 3ª consecutiva) quanto do Campeonato Brasileiro (pela 2ª vez), além da Copa do Brasil (participação inédita). A empolgação era grande, todavia, a Águia não correspondeu.
     Na Copa do Brasil os joseenses foram eliminados na primeira fase. Já no Campeonato Brasileiro veio o polêmico rebaixamento, no tapetão. Por fim, no Campeonato Paulista, que é o que nos interessa no momento, apesar de não ter sido rebaixado, o São José foi passado a um grupo de clubes teoricamente mais fracos. Para entender melhor essa situação, é preciso ficar por dentro das regras do Paulistão 90.


     Regulamento

     Na primeira fase os 24 clubes foram divididos em 2 grupos de 12, um com os times teoricamente mais fortes e outro com os mais fracos. O Grupo 1, das equipes consideradas fortes, foi composto por: Bragantino, Corinthians, Guarani, Inter de Limeira, Mogi Mirim, Novorizontino, Palmeiras, Portuguesa, Santos, São José, São Paulo e União São João. Já o Grupo 2 abrigou: América, Botafogo, Catanduvense, Ferroviária, Ituano, Juventus, Noroeste, Ponte Preta, Santo André, São Bento, XV de Jaú e XV de Piracicaba.
     A divisão, contudo, serviu apenas para critérios de classificação, pois os 24 clubes jogariam todos contra todos, em turno único, ou seja, 23 jogos para cada time. Os 3 primeiros colocados de cada grupo, e também os outros 6 que mais pontuaram, independentemente da chave, garantiriam vaga à fase seguinte. Assim, no Grupo 1 classificaram-se Corinthians, Palmeiras e Bragantino, enquanto no Grupo 2 os melhores foram XV de Piracicaba, XV de Jaú e Ferroviária. As outras 6 equipes que avançaram para a terceira fase foram Ituano, América, Novorizontino, Santos, Mogi Mirim e Portuguesa. 
     Os outros 12 clubes não classificados tiveram que disputar a segunda fase, chamada também de repescagem, que foi formada por duas chaves com 6 agremiações cada. No Grupo 1 ficou: Botafogo, Inter de Limeira, Noroeste, Ponte Preta, Santo André e São Paulo. Já o Grupo 2 foi formado por: Catanduvense, Guarani, Juventus, São Bento, São José e União São João. 
     A repescagem foi jogada em turno e returno, com as agremiações se enfrentando dentro do próprio grupo. Apenas o campeão de cada chave garantiria vaga à terceira fase, juntando-se aos 12 clubes classificados da primeira. Os outros 10 clubes eliminados na repescagem, automaticamente estariam no grupo dos times, em teoria, mais fracos, no ano seguinte, juntamente com as 4 equipes que viriam como vencedoras da segunda divisão. O campeão do Grupo 1 foi o Botafogo, enquanto do Grupo 2, o Guarani.
     Na terceira fase, os 14 times foram divididos em dois grupos com 7 equipes cada. O Grupo Preto foi formado por: Botafogo, Bragantino, Corinthians, Ituano, Mogi Mirim, Santos e XV de Jaú. Já o Grupo Vermelho foi composto por: América, Ferroviária, Guarani, Novorizontino, Palmeiras, Portuguesa e XV de Piracicaba. Os campeões de cada grupo foram Bragantino e Novorizontino, que foram à decisão, que ficou conhecida popularmente como "final caipira". Nesta, o clube de Bragança Paulista levou a melhor e conquistou seu primeiro (e até agora único) título do Paulistão da 1ª divisão. 
     Explicado o regulamento e também o andamento do campeonato, chegou a hora de acompanhar o jogo a jogo da Águia.
     

Primeira fase
Grupo 1 

31/01 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 XV de Piracicaba

04/02 - Fonte Luminosa
Ferroviária 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Cacau (São José) e Vanderlei (Ferroviária)

07/02 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 1 Botafogo
Gol: Mário Sérgio

11/02 - Zezinho Magalhães
XV de Jaú 2 x 3 SÃO JOSÉ 
Gols: Tetila - contra, Eugênio e Marquinhos (São José); Leonardo e Antônio Carlos (XV de Jaú)

18/02 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 1 São Bento
Gols: Henrique (São José) e Claudinho (São Bento)

21/02 - Bruno José Daniel
Santo André 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Moura (São José) e Betão (Santo André)

04/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Ituano
Gol: Zico

11/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 0 Noroeste
Gols: Henrique e Zico

14/03 - Moisés Lucarelli 
Ponte Preta 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Hélio (São José) e Zé Carlos (Ponte Preta)

18/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 2 Juventus
Gols: Hélio [2] e Luciano (São José); Claudinho Gaúcho [2] (Juventus)

21/03 - Mário Alves Mendonça
América 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Alemão (São José) e Marinho (América)

23/03 - Silvio Salles 
Catanduvense 3 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Vander Luiz (São José); Helton, Felício e Reginaldo (Catanduvense)

25/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 1 Guarani
Gols: Hélio (São José) e Cristóvão (Guarani)

01/04 - Vila Belmiro
Santos 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Moura (São José) e César Sampaio (Santos)

08/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 Inter de Limeira

15/04 - Jorge Ismael de Biasi
Novorizontino 2 x 0 SÃO JOSÉ 
Gols: Paulo Sérgio [2]

18/04 - Morumbi
São Paulo 4 x 0 SÃO JOSÉ 
Gols: Mário Tilico, Raí, Anílton e Cafu

22/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 2 Portuguesa
Gols: Lê [2]

26/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 Corinthians

29/04 - Marcelo Stéfani
Bragantino 0 x 0 SÃO JOSÉ 

02/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 1 Palmeiras
Gol: Betinho

06/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 1 União São João
Gols: Romildo [2] (São José) e Bafafá (União São João)

12/05 - Vail Chaves
Mogi Mirim 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Moura (São José) e Hélder (Mogi Mirim)



Repescagem
Grupo 2

20/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 2 Catanduvense
Gols: Henrique (São José); Célio e Ed Carlos (Catanduvense)

23/05 - Conde Rodolfo Crespi
Juventus 1 x 2 SÃO JOSÉ 
Gols: Moura e Wagner (São José); Carmo (Juventus)

27/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Guarani
Gol: Tita

30/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 União São João

03/06 - Walter Ribeiro
São Bento 0 x 0 SÃO JOSÉ 

06/06 - Silvio Salles
Catanduvense 0 x 0 SÃO JOSÉ 

10/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 Juventus

13/06 - Brinco de Ouro
Guarani 1 x 0 SÃO JOSÉ 
Gol: Rubem

17/06 - Hermínio Ometto
União São João 2 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Moura (São José); Cássio e Odair (União São João)

20/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 2 São Bento
Gols: Zé Carlos Souza e Zico (São José); Jefferson e Leandro - contra (São Bento)


     O São José fez 33 jogos no Campeonato Paulista. Foram 7 vitórias da Águia, 17 empates e 9 derrotas. Os joseenses marcaram 27 gols e sofreram 34, o que deu um saldo negativo de 7 gols. A classificação final pode ser vista abaixo.



     Estatísticas

     O São José utilizou dois técnicos no campeonato. Emerson Leão iniciou a competição e, após uma sequência negativa, saiu para dar lugar a Tata, que ficou no comando até o final do torneio. Já em relação aos jogadores, foram 33 atletas que envergaram a camisa da Águia, sendo que o goleiro Wellington e o meia Henrique foram os recordistas, ficando de fora de apenas um dos 33 jogos.
     E quando o assunto é a artilharia, os 27 gols marcados no certame foram divididos entre 14 joseenses, que contaram também com a ajuda de um quinzeano, que marcou contra o próprio patrimônio, na vitória do São José por 3x2 sobre o XV, em Jaú. O artilheiro da Águia foi Moura, com 5 gols.
     No que tange ao público pagante em São José dos Campos, a média foi de 5.009,8 torcedores por partida. O recorde foi no empate sem gols contra o Corinthians, quando quase 15 mil pessoas pagaram para acompanhar a peleja. Acompanhe, abaixo, mais detalhes dos dados supracitados e outros números do São José Esporte Clube no torneio.

     Os treinadores do São José
     Emerson Leão - 18 jogos
     Tata - 15 jogos

     Os guerreiros da Águia
     32 jogos: Wellington e Henrique
     31 jogos: Eugênio e Pingo
     28 jogos: Leandro
     26 jogos: Moura
     23 jogos: Vander Luiz
     19 jogos: Romildo e Hélio 
     18 jogos: Wagner, Zico, Tita e Bira
     17 jogos: Alemão
     16 jogos: Cacau
     15 jogos: Luciano
     13 jogos: Lucas
     12 jogos: Aírton 
     11 jogos: Manicera
     06 jogos: Marquinhos
     05 jogos: Joãozinho
     03 jogos: Sérgio de Paula, Saulo e Raul
     02 jogos: Silva
     01 jogo: Wilson Piracicaba, Paulo Sérgio, Pedro Paulo, Roy, Cidclei, Zé Carlos, Valmir e Zé Carlos Souza

     Os artilheiros joseenses
     05 gols: Moura
     04 gols: Hélio
     03 gols: Henrique e Zico
     02 gols:Romildo
    01 gol: Cacau, Eugênio, Marquinhos, Luciano, Alemão, Vander Luiz, Wagner, Tita, Zé Carlos Souza e Tetila (XV de Jaú - contra)

     Outros dados
     Maior vitória: 2x0 (Noroeste)
     Maior derrota: 4x0 (São Paulo)
     Maior sequência de vitórias: 2 jogos
     Maior série invicta: 8 jogos
     Maior sequência de derrotas: 3 jogos
     Maior série sem vencer: 11 jogos
     Média de gols marcados: 0,81 por partida
     Média de gols sofridos: 1,03 por partida
     Maior sequência sem sofrer gols: Wellington - 516 minutos
    Jogador que fez mais gols numa única partida: 2 gols - Hélio (São José 3x2 Juventus) e Romildo (São José 2x1 União São João)

     Público pagante no Martins Pereira
     26/04 - São José 0 x 0 Corinthians - 14.944 torcedores
     02/05 - São José 0 x 1 Palmeiras - 11.686 torcedores
     25/03 - São José 1 x 1 Guarani - 6.589 torcedores
     22/04 - São José 0 x 2 Portuguesa - 6.323 torcedores
     18/03 - São José 3 x 2 Juventus - 5.519 torcedores
     11/03 - São José 2 x 0 Noroeste - 5.250 torcedores
     08/04 - São José 0 x 0 Inter de Limeira - 4.909 torcedores
     30/05 - São José 0 x 0 União São João - 4.431 torcedores
     27/05 - São José 1 x 0 Guarani - 4.403 torcedores
     18/02 - São José 1 x 1 São Bento - 4.085 torcedores
     07/02 - São José 0 x 1 Botafogo - 3.885 torcedores
     04/03 - São José 1 x 0 Ituano - 3.675 torcedores
     31/01 - São José 0 x 0 XV de Piracicaba - 3.486 torcedores
     20/05 - São José 1 x 2 Catanduvense - 2.653 torcedores
     10/06 - São José 0 x 0 Juventus - 1.912 torcedores
     06/05 - São José 2 x 1 União São João - 1.327 torcedores
     20/06 - São José 2 x 2 São Bento - 91 torcedores

     Post Scriptum

     Caros leitores do blog, esta foi a sexta matéria da série "A Águia na elite estadual". Nos próximos dias será publicado o novo artigo, que abordará a participação do São José Esporte Clube no Campeonato Paulista de 1991. Até lá, caso queiram relembrar as postagens anteriores, ficam os links abaixo.

     Campeonato Paulista 1981
     Campeonato Paulista 1982
     Campeonato Paulista 1983
     Campeonato Paulista 1988
     Campeonato Paulista 1989

ANDRÉ CASTANHARE

sábado, 5 de dezembro de 2015

O São José no Paulistão de 1989


     Depois do quarto lugar em 1988, o São José entrou no Campeonato Paulista de 1989 otimista, disposto a beliscar um lugar entre os grandes novamente. A Águia, porém, foi muito além e, pela primeira vez em sua história, chegou à final da elite estadual. O título não veio, o que foi uma injustiça no ponto de vista de grande parte dos torcedores não só do São José, mas também de todos os clubes, contudo o vice-campeonato ficou marcado na história joseense.
     Para a disputa, o São José manteve cerca de 10 jogadores do elenco do Paulistão anterior e fez boas contratações, o que deu força maior ao clube. Em 89, além de vice paulista, a Águia foi também vice da Série B do Campeonato Brasileiro (garantindo vaga na elite nacional de 1990) e saiu invicta de uma inédita excursão à Espanha, de onde trouxe alguns troféus internacionais na bagagem.
     Dos nomes que não estavam em 88, vale destacar o centroavante Toni, que foi o artilheiro do Paulistão, negociado posteriormente com o futebol europeu; o atacante Donizete - o Pantera, que mais tarde viria a se consagrar no Botafogo, Corinthians, Vasco e seleção brasileira; o volante Delacir; o ponta esquerda Marcinho; o zagueiro Juninho (Fonseca) e o goleiro Luis Henrique. Este saiu da reserva quando Rafael se contundiu e, na sua partida de estreia, contra o São Paulo, após empate em 0x0 no tempo normal, defendeu dois pênaltis do tricolor, garantindo de vez a posição de titular do gol joseense.



     Mas antes de mergulharmos nos jogos da excelente campanha da Águia, é necessário explicar as regras adotadas para o campeonato em questão. Isto porque alguns detalhes não muito comuns foram adicionados à forma de pontuação. Vamos então às explicações.


     Regulamento

     A competição foi disputada por 22 clubes, divididos em dois grupos com 11 equipes cada. Tal divisão serviu apenas para definir os classificados, pois os times jogariam todos contra todos em turno único, o que deu um total de 21 jogos para cada agremiação. Os quatro primeiros de cada grupo, mais os outros quatro melhores classificados, independentemente dos grupos, passaram para a próxima etapa. 
     Na segunda fase, formaram-se quatro grupos com 3 times cada. Os clubes jogaram dentro de suas chaves, em turno e returno, classificando-se apenas o líder de cada grupo. O primeiro critério de desempate em caso de igualdade era a melhor campanha na fase anterior. Os quatro classificados jogaram a semifinal em jogos de ida e volta (mata-mata). Os dois vencedores foram para a decisão.
     Além das regras relacionadas às fases, houve uma inovação durante os jogos para a soma dos pontos. A vitória, que naquela época valia 2 pontos, continuou com essa pontuação, no entanto, se a vitória fosse por 3 ou mais gols de diferença, o clube vencedor levaria 3 pontos. E se um jogo terminasse empatado com gols, cada equipe levaria 1 ponto, como de costume, mas se o empate fosse sem gols, haveria decisão por pênaltis e apenas o vencedor nas penalidades levaria 1 ponto. Esta última regra, do empate, teve validade apenas na primeira fase.
     Elucidado o estrambótico regulamento, vamos agora ao jogo a jogo da Águia no certame.


Primeira fase

19/02 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 3 Inter de Limeira
Gols: Machado, Edvaldo e Silvinho

26/02 - Fonte Luminosa
Ferroviária 2 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Vander Luiz (São José); Jorge Lima e Betão (Ferroviária)

01/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 1 XV de Jaú
Gols: Amarildo e Tita (São José); Pongaí (XV de Jaú)

05/03 - Barão da Serra Negra
XV de Piracicaba 1 x 3 SÃO JOSÉ 
Gols: Henrique [2] e Vander Luiz (São José); Marquinhos (XV de Piracicaba)

12/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 0 Mogi Mirim
Gols: André Luiz e Toni

22/03 - Alfredo de Castilho
Noroeste 0 x 4 SÃO JOSÉ 
Gols: Toni [2], Vander Luiz e Tita

25/03 - Hermínio Ometto 
União São João 4 x 3 SÃO JOSÉ 
Gols: André Luiz, Toni e Marcinho (São José); Kel [2], Zó e Zimermann (União São João)

29/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Botafogo
Gol: Toni

02/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Catanduvense
Gol: Zé Roberto - contra

05/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 0 América
Gols: Marquinhos, Vander Luiz e Tita

08/04 - Jorge Ismael de Biasi
Novorizontino 0 x 1 SÃO JOSÉ 
Gol: André Luiz

15/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 São Paulo {Pênaltis: São José 5 x 3 São Paulo} 

19/04 - Brinco de Ouro
Guarani 0 x 0 SÃO JOSÉ {Pênaltis: Guarani 3 x 5 São José}

24/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 1 Santos
Gols: Henrique (São José) e Vladimir (Santos)

27/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 1 São Bento
Gols: Henrique (São José) e Pirula (São Bento)

03/05 - Pacaembu
Palmeiras 1 x 0 SÃO JOSÉ 
Gol: Gaúcho

06/05 - Conde Rodolfo Crespi
Juventus 1 x 2 SÃO JOSÉ 
Gols: Toni e Vander Luiz (São José); Carlinhos (Juventus)

14/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Bragantino
Gol: Toni

17/05 - Canindé
Portuguesa 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Donizete (São José) e Toninho (Portuguesa)

21/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 0 Santo André
Gols: Marcinho, Toni e Tita

28/05 - Pacaembu
Corinthians 0 x 1 SÃO JOSÉ 
Gol: Toni

     O São José ficou na vice-liderança do Grupo 2, atrás apenas do Palmeiras. Em 21 jogos, a Águia obteve 12 vitórias (3 delas por 3 ou mais gols de diferença), 5 empates (2 deles por 0x0, garantindo a vitória nos pênaltis em ambos os jogos) e 4 derrotas. Os joseenses marcaram 31 gols e sofreram 16. 




Segunda fase

04/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 1 Portuguesa
Gols: Donizete e Toni (São José); Toninho (Portuguesa)

08/06 - Hermnínio Ometto
União São João 1 x 0 SÃO JOSÉ 
Gol: Cássio

15/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 1 União São João
Gols: Beto - contra, Donizete e Toni (São José); Jacenir (União São João)

18/06 - Pacaembu 
Portuguesa 0 x 0 SÃO JOSÉ 

     Na segunda fase o São José foi, novamente, o líder. No entanto, Águia e Lusa terminaram empatadas na classificação, e os joseenses levaram vantagem pela melhor campanha na fase anterior. Em 4 jogos, o São José venceu 2, empatou 1 e perdeu 1. Foram 5 gols marcados e 3 sofridos. 





Semifinal

22/06 - Morumbi
Corinthians 2 x 0 SÃO JOSÉ 
Gols: Dida e Cláudio Adão

25/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 0 Corinthians {1x0 no tempo normal / 2x0 na prorrogação}
Gols: Toni [2] e Tita

     Pelo regulamento de 1989, após a Águia perder o primeiro jogo por 2 gols de diferença e vencer o segundo no tempo normal pela diferença de 1 gol, a partida precisou ir para a prorrogação. No tempo extra os joseenses ampliaram a vantagem e foram para a grande decisão.


FINAL

28/06 - Morumbi 
São Paulo 1 x 0 SÃO JOSÉ 
Gol: André Luiz - contra

02/07 - Morumbi
SÃO JOSÉ 0 x 0 São Paulo

     Como o São José tinha campanha melhor do que o São Paulo, bastava não tomar gols nos dois jogos que seria o campeão. A segunda partida deveria ocorrer no Martins Pereira, mas por interesses financeiros acabou sendo transferida também para o Morumbi. Dessa forma, a Águia jogou os dois jogos fora de casa, fator que, para muitos, foi determinante para a perda do título.
     O São José disputou, no total, 29 jogos. Foram 15 vitórias da Águia, 7 empates e 7 derrotas. Os joseenses marcaram 39 gols e sofreram 22, o que deu um saldo positivo de 17 gols. Uma campanha brilhante, que se não fosse por interesses extra-campo poderia ter sido ainda mais sensacional. 




     Estatísticas

     Ao longo do campeonato o São José teve três técnicos. João Francisco iniciou a competição, fazendo sua primeira e única partida como treinador do clube. Depois dele, Waldemar Carabina ficou 14 jogos no comando, sendo substituído por Ademir Melo, que foi até o fim, alcançando o mesmo número de seu predecessor. 
     Em relação ao elenco, 23 jogadores vestiram a camisa da Águia no torneio, sendo Toni o recordista, com 27 partidas. Foram 9 os joseenses que balançaram as redes adversárias e ainda tiveram a ajuda de 2 atletas de outros clubes, que fizeram gols contra o próprio patrimônio. O artilheiro joseense foi Toni, que marcou 13 gols. O centroavante do São José foi também o artilheiro do Paulistão, ao lado Toninho, da Portuguesa.
     Já no que diz respeito ao público pagante em São José dos Campos, a média foi de 8.307,8 por partida, e o recorde foi na semifinal, contra o Corinthians, na histórica vitória do São José por 3x0. E agora chegou a hora de conferir mais detalhes das estatísticas supracitadas e também outros números da campanha da Águia.

     Os treinadores do São José
     João Francisco - 1 jogo
     Waldemar Carabina - 14 jogos
     Ademir Melo - 14 jogos

     Os guerreiros da Águia
     27 jogos: Toni
     26 jogos: Vander Luiz
     25 jogos: Henrique
     24 jogos: André Luiz, Tita e Marcinho
     22 jogos: Marquinhos e Fabiano
     19 jogos: Juninho
     18 jogos: Joãozinho, Tonho e Luis Henrique
     16 jogos: Donizete
     12 jogos: Eugênio
     11 jogos: Rafael e Delacir
     09 jogos: Marcelo, Bira e João Luís
     08 jogos: Amarildo
     05 jogos: Serginho
     01 jogo: Alemão e Wilson Piracicaba

     Os artilheiros joseenses
     13 gols: Toni
     05 gols: Vander Luiz e Tita
     04 gols: Henrique
     03 gols: André Luiz e Donizete
     02 gols: Marcinho
    01 gol: Amarildo, Marquinhos; Zé Roberto (Catanduvense) e Beto (União São João) - contra

     Outros dados
     Maior goleada aplicada: 4x0 (Noroeste)
     Maior goleada sofrida: 3x0 (Inter de Limeira)
     Maior sequência de vitórias: 4 jogos
     Maior série invicta: 8 jogos
     Maior sequência de derrotas: 2 jogos
     Maior série sem vencer: 5 jogos
     Média de gols marcados: 1,34 por partida
     Média de gols sofridos: 0,56 por partida
     Maior sequência sem sofrer gols: 663 minutos (Rafael 412 + Luis Henrique 252)
  Jogador que marcou mais gols numa única partida: Henrique - 2 gols (3x1 XV de Piracicaba) e Toni - 2 gols (4x0 Noroeste e 3x0 Corinthians)

     Público pagante no Martins Pereira
     25/06 - São José 3 x 0 Corinthians - 19.975 torcedores
     15/04 - São José 0 ( 5 x 3 ) 0 São Paulo - 15.386 torcedores
     24/04 - São José 1 x 1 Santos - 11.723 torcedores
     04/06 - São José 2 x 1 Portuguesa - 10.745 torcedores
     15/06 - São José 3 x 1 União São João - 7.951 torcedores
     14/05 - São José 1 x 0 Bragantino - 7.404 torcedores
     21/05 - São José 3 x 0 Santo André - 7.345 torcedores
     12/03 - São José 2 x 0 Mogi Mirim - 6.308 torcedores
     02/04 - São José 1 x 0 Catanduvense - 6.023 torcedores
     19/02 - São José 0 x 3 Inter de Limeira - 5.488 torcedores
     05/04 - São José 3 x 0 América - 5.255 torcedores
     27/04 - São José 1 x 1 São Bento - 5.248 torcedores
     29/03 - São José 1 x 0 Botafogo - 4.673 torcedores
     01/03 - São José 2 x 1 XV de Jaú - 2.786 torcedores


     Post Scriptum

     Nação joseense e amantes do futebol, chegamos ao fim do quinto artigo da série "A Águia na elite estadual". Em breve será publicada a sexta matéria, que trará para vocês a participação do São José Esporte Clube no Campeonato Paulista de 1990. Enquanto isso, quem quiser relembrar as postagens anteriores, basta acessar os links abaixo.

     Campeonato Paulista 1981
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1981.html
     Campeonato Paulista 1982
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1982.html
     Campeonato Paulista 1983
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1983.html
     Campeonato Paulista 1988
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1988.html

ANDRÉ CASTANHARE

sábado, 28 de novembro de 2015

O São José no Paulistão de 1988


     Após o rebaixamento em 1983, o São José voltou a disputar a elite estadual apenas em 1988. A demora, contudo, valeu a pena, pois no seu retorno à primeira divisão a Águia do Vale repetiu a sua melhor campanha até então, e conquistou a quarta colocação, tal como em 1981, ano de sua estreia.
     Nas três primeiras participações joseenses (81, 82 e 83) havia uma espinha dorsal consolidada, a qual pouco mudava de campeonato a campeonato , porém no Paulistão 88 o elenco, obviamente, estava reformulado. Passados cinco anos desde o último certame na divisão principal, o único remanescente foi o goleiro Moreira que, se antes era o reserva imediato de Ivan (em 82 e 83), agora figurava como suplente de Rafael Cammarota.
     Os nomes consagrados de outrora, tais como Tião Marino, Edinho, Nenê, Tata, Ademir Melo, Gerson Andreotti, Beto Fuscão, Darci, Ivan e companhia deram espaço a novos personagens que garantiram lugar no coração dos joseenses. Rafael, Ditinho, Gilson Jáder, André Luiz, Júnior (hoje técnico, Dorival Júnior), Tita, João Luiz, Joãozinho, Pitico, Marcus Vinícius, Henrique, outro Nenê e seus companheiros devolveram ao clube o prestígio conquistado anteriormente.



     Antes de conferir a campanha da Águia, porém, será necessário um olhar atento ao regulamento visto que um problema extra-campo fez o campeonato ter algumas mudanças antes, durante e depois. Vejamos, portanto, as regras e os problemas ocorridos.


     Regulamento

     O campeonato deveria contar com 20 clubes, mas iniciou-se com 22. Isto porque Ponte Preta e Bandeirante, que haviam sido rebaixados para a segunda divisão, entraram com recurso na justiça e conseguiram o direito de disputar a divisão principal.
     Tal acontecimento, porém, causou indignação nos demais times. Dessa forma, com exceção do Corinthians, todas as outras equipes se recusaram a enfrentar Ponte Preta e Bandeirante, que acabaram vencendo seus jogos por W.O.
       No entanto, esse boicote durou até a metade da primeira fase, pois uma iniciativa da diretoria do Santos fez com que todos os clubes aceitassem jogar contra os dois times ora rejeitados. Assim, as partidas aconteceram, mas no fim, tanto Ponte Preta como Bandeirante perderam, na justiça, o direito antes conquistado e, dessa maneira, todos os jogos dessas duas equipes foram cancelados, como se ambas não tivessem participado da competição.
     O São José deveria enfrentar a Ponte Preta no dia 26 de abril, todavia não compareceu visto que tinha aderido ao boicote. Já a partida contra o Bandeirante chegou a ser realizada, no dia 08 de maio, no estádio Pedro Marin Berbel, em Birigui. O embate terminou sem gols, mas tanto o jogo contra o Bandeirante como o W.O. contra a Ponte Preta foram riscados das estatísticas e considera-se que o torneio teve, de fato, apenas 20 clubes.

     Explanado o imbróglio, vamos, finalmente, ao regulamento. Os 20 times foram divididos em dois grupos com 10 equipes cada, mas todos os clubes se enfrentaram, dando um total de 19 pelejas para cada participante. O grupo A foi formado por Botafogo, Inter de Limeira, Juventus, Mogi Mirim, Noroeste, Novorizontino, Santos, São Paulo, União São João e XV de Jaú. Já o grupo B foi composto por América, Corinthians, Ferroviária, Guarani, Palmeiras, Portuguesa, Santo André, São Bento, São José e XV de Piracicaba.
     Tal divisão serviu apenas para definir as classificações, já que ao término da primeira fase os quatro primeiros de cada chave se classificariam para o octogonal. Assim, no grupo A os classificados foram Inter de Limeira, São Paulo, Santos e XV de Jaú; enquanto no grupo B avançaram Corinthians, Guarani, São José e Palmeiras. 
     O octogonal, também chamado de semifinal, teve as oito equipes divididas em dois grupos com quatro clubes cada. O grupo A teve Guarani, Inter de Limeira, São José e XV de Jaú. O grupo B contou com Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Os jogos nesta fase aconteceram dentro dos próprios grupos, em turno e returno, classificando-se somente o líder de cada chave para a grande decisão.
     Por pouco o São José não chegou à final. A Águia terminou na vice-liderança da chave ao perder o último jogo para o Bugre, em Campinas. Se tivesse vencido, os joseenses teriam conquistado a até então inédita vaga à decisão do Paulistão, feito que foi alcançado no ano seguinte. 
     E se o Guarani foi o líder do grupo B, o líder do grupo A foi o Corinthians. Bugrinos e corintianos fizeram, portanto, a final. No primeiro jogo, realizado no Morumbi, empate por 1x1. No segundo, realizado no Brinco de Ouro, empate em 0x0 no tempo normal, resultado que levou o jogo à prorrogação. E neste tempo extra, Viola (que dois anos depois jogaria o Brasileirão da Série A pelo São José) fez o gol do título do alvinegro do Parque São Jorge.
     Finalizadas as explicações referentes ao regulamento, andamento do campeonato e o problema extra-campo, vamos então ao jogo a jogo da Águia do Vale no certame. Viajaremos, mais uma vez, para um ano de grandes feitos do São José Esporte Clube. Deliciem-se, joseenses.


Primeira fase

27/02 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 Santos

06/03 - Wilson Fernandes de Barros
Mogi Mirim 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Ricardo (São José) e Carlos Alberto Seixas (Mogi Mirim)

09/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 União São João

13/03 - Alfredo de Castilho
Noroeste 0 x 0 SÃO JOSÉ 

20/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 1 Novorizontino
Gols: Alexandre - contra, Nenê e Henrique (São José); César (Novorizontino)

23/03 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 1 Botafogo
Gols: Tonho e Marcus Vinícius (São José); Paulo Rodrigues (Botafogo)

27/03 - Conde Rodolfo Crespi
Juventus 2 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Pitico (São José); Sérgio e Betinho (Juventus)

30/03 - Morumbi
São Paulo 1 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Marcus Vinícius (São José) e Edvaldo (São Paulo)

02/04 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 0 x 0 Inter de Limeira

10/04 - Zezinho Magalhães
XV de Jaú 1 x 3 SÃO JOSÉ 
Gols: Nenê, Tonho e Gilson Jáder (São José); Marcelo (XV de Jaú)

01/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 0 XV de Piracicaba
Gols: Gilson Jáder e Tita

04/05 - Palestra Itália
Corinthians 2 x 1 SÃO JOSÉ 
Gols: Joãozinho (São José); Denílson e Edmar (Corinthians)

11/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 0 Ferroviária
Gols: Mirandinha e Marcus Vinícius

15/05 - Brinco de Ouro
Guarani 1 x 2 SÃO JOSÉ 
Gols: Joãozinho e Ricardo (São José); Neto (Guarani)

22/05 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 0 América
Gols: Mirandinha, Tonho e Júnior

25/05 - Canindé
Portuguesa 0 x 1 SÃO JOSÉ 
Gol: Tonho

02/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 1 Palmeiras
Gols: Gilson Jáder (São José) e Ditinho Souza (Palmeiras)

05/06 - Bruno José Daniel
Santo André 3 x 4 SÃO JOSÉ 
Gols: Marcus Vinícius [2], Tita e Pitico (São José); Luis Pereira [2] e Eduardo (Santo André)

12/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 2 São Bento
Gols: Serginho e João Luiz (São José); Reinaldo Xavier [2] (São Bento)




Octogonal 
Grupo A

19/06 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 2 x 0 Guarani
Gols: Henrique e Pitico

22/06 - Major José Levi Sobrinho
Inter de Limeira 2 x 0 SÃO JOSÉ 
Gols: Tostão e João Batista

26/06 - Zezinho Magalhães
XV de Jaú 2 x 0 SÃO JOSÉ 
Gols: Nilson e Kazu

02/07 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 3 x 0 XV de Jaú
Gols: João Luiz [2] e Marcus Vinícius

09/07 - Martins Pereira
SÃO JOSÉ 1 x 0 Inter de Limeira
Gol: João Luiz

19/07 - Brinco de Ouro
Guarani 1 x 0 SÃO JOSÉ 
Gol: Evair



    Com a derrota em Campinas, o São José deixou escapar a vaga na final do Campeonato Paulista, no entanto, a campanha da Águia foi um grande feito. Em 25 partidas, foram 12 vitórias, 8 empates e apenas 5 derrotas. Os joseenses marcaram 35 gols e sofreram 21, terminando, portanto, com um saldo positivo de 14 gols.




     Estatísticas
  
     O São José teve somente um técnico durante todo o campeonato: Emerson Leão. Já em relação aos jogadores, a Águia utilizou 21 atletas na competição, sendo que os recordistas em número de jogos foram o goleiro Rafael, o lateral direito Ditinho, o zagueiro Gilson Jáder e o meia-atacante Pitico, que ficaram de fora em apenas 1 embate, totalizando 24 partidas no certame.
     Já no que diz respeito à artilharia do clube, 13 joseenses balançaram as redes adversárias. Além disso, Alexandre, do Novorizontino, também marcou um gol a favor do São José. Marcus Vinícius, com 6 gols, foi o artilheiro da Águia, ficando 13 gols atrás do artilheiro do campeonato: Evair, do Guarani.
     Quando o assunto é o público pagante, a média de torcedores da Águia em São José dos Campos foi de 7.141,8 por jogo. Vale ressaltar que em várias partidas houve também um público não pagante, o que não entra nas estatísticas. Confiram, agora, mais detalhes sobre os dados supracitados, além de outros números joseenses no Paulistão 88. 

     O treinador do São José
     Emerson Leão - 25 jogos

     Os guerreiros da Águia
     24 jogos: Rafael, Ditinho, Gilson Jáder e Pitico
     23 jogos: André Luiz, Júnior e Tonho
     22 jogos: Marcus Vinícius
     21 jogos: Henrique
     14 jogos: Ricardo
     13 jogos: Tita e Joãozinho
     12 jogos: Mané, João Luiz e Serginho
     10 jogos: Nenê
     09 jogos: Eugênio e Mirandinha
     02 jogos: Charles
     01 jogo: Marcelo e Moreira

     Os artilheiros joseenses
     06 gols: Marcus Vinícius
     04 gols: Tonho e João Luiz
     03 gols: Pitico e Gilson Jáder
     02 gols: Ricardo, Nenê, Henrique, Tita, Joãozinho e Mirandinha
     01 gol: Júnior, Serginho e Alexandre (Novorizontino, contra)

     Outros dados 
     Maior goleada aplicada: 3x0 (América e XV de Jaú)
     Maior goleada sofrida: 2x0 (Inter de Limeira e XV de Jaú)
     Maior sequência de vitórias: 4 jogos
     Maior série invicta: 8 jogos
     Maior sequência de derrotas: 2 jogos
     Maior série sem vencer: 3 jogos
     Média de gols marcados: 1,4 por partida
     Média de gols sofridos: 0,84 por partida
     Maior sequência sem sofrer gols: Rafael - 239 minutos
   Jogador que fez mais gols numa única partida: Marcus Vinícius - 2 gols (4x3 Santo André) e João Luiz - 2 gols (3x0 XV de Jaú)

     Público pagante no Martins Pereira
     02/06 - São José 1 x 1 Palmeiras - 17.810 torcedores
     19/06 - São José 2 x 0 Guarani - 12.222 torcedores
     27/02 - São José 0 x 0 Santos - 9.367 torcedores
     22/05 - São José 3 x 0 América - 8.301 torcedores
     20/03 - São José 3 x 1 Novorizontino - 6.887 torcedores
     23/03 - São José 2 x 1 Botafogo - 6.549 torcedores
     12/06 - São José 2 x 2 São Bento - 6.077 torcedores
     01/05 - São José 2 x 0 XV de Piracicaba - 5.279 torcedores
     02/04 - São José 0 x 0 Inter de Limeira - 4.578 torcedores
     11/05 - São José 2 x 0 Ferroviária - 4.577 torcedores
     09/03 - São José 0 x 0 União São João - 4.537 torcedores
     09/07 - São José 1 x 0 Inter de Limeira - 3.966 torcedores
     02/07 - São José 3 x 0 XV de Jaú - 2.694 torcedores

     Post Scriptum

     Nação joseense e demais leitores do blog, eis que chega ao fim o quarto artigo da série "A Águia na elite estadual". Em breve será publicada a quinta matéria, que abordará a participação do São José Esporte Clube no Paulistão de 1989. Enquanto isso, vale a pena conferir as postagens anteriores:
     Campeonato Paulista de 1981
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1981.html
     Campeonato Paulista de 1982
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1982.html
     Campeonato Paulista de 1983
http://www.intrinsecamentesaojose.blogspot.com.br/2015/11/o-sao-jose-no-paulistao-de-1983.html

ANDRÉ CASTANHARE